Escritor e jornalista, membro da Academia Brasileira de Letras, Zuenir Ventura teve uma das carreiras mais importantes da imprensa brasileira
Morreu nesta terça-feira, 22 de setembro, no Rio de Janeiro, aos 95 anos, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, um dos nomes mais conhecidos e respeitados da imprensa e da literatura brasileira.
Com uma carreira de mais de seis décadas, Zuenir trabalhou em importantes veículos de comunicação do país e acompanhou de perto diferentes períodos da história brasileira. Carioca por adoção e profundamente ligado à vida cultural do Rio de Janeiro, tornou-se também uma figura conhecida da boemia e dos círculos intelectuais da cidade.
Entre suas obras mais conhecidas está o livro “1968 – O Ano que Não Terminou”, publicado em 1988. A obra se tornou uma referência para a compreensão do ambiente político e cultural brasileiro no ano marcado pelo endurecimento da ditadura militar, especialmente após a edição do AI-5.
Ao longo de sua trajetória, Zuenir passou por veículos como Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Globo, O Cruzeiro, Visão, Veja e IstoÉ, construindo uma carreira marcada pelo jornalismo, pela reportagem e pela análise dos acontecimentos do país.
Em 2015, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), onde ocupava a Cadeira nº 32, sucedendo o escritor Ariano Suassuna.
Uma vida dedicada ao jornalismo e à literatura
Zuenir Ventura nasceu em Além Paraíba, em Minas Gerais, em 1º de junho de 1931, e posteriormente construiu no Rio de Janeiro grande parte de sua vida profissional e intelectual.
Além de “1968 – O Ano que Não Terminou”, publicou outras obras que contribuíram para registrar personagens, acontecimentos e transformações da sociedade brasileira.
Sua produção ajudou a aproximar o jornalismo da literatura, característica marcante de seu trabalho e responsável por fazer de Zuenir Ventura uma referência para diferentes gerações de jornalistas e escritores.
A morte do jornalista encerra uma trajetória de 95 anos, deixando uma extensa produção jornalística e literária e um importante registro de diferentes momentos da história contemporânea do Brasil.
O velório será realizado na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. O sepultamento ocorrerá no mausoléu da instituição, no Cemitério São João Batista.










